O sol já estava se pondo, o friozinho constante e a leve brisa eram as únicas companhias. Os pensamentos voam mais alto que o colibri que batia suas asas seguindo seu rumo. A melodia era triste, abraçava o coração fazendo-o ficar abalado. Nenhum lugar para que fosse, seria concreto em meio aquele tumulto interior, o mais seguro era ficar ali observando as pessoas que caminhavam despreocupadas por aquele lugar. Estas pessoas causavam-lhe um certo desconforto, estavam sorridentes, com certeza nenhuma estaria sofrendo por amor. Já era de praxe desviar o olhar de situações incomodas: ver casais abraçados (nunca lhe despertaram tanta antipatia); a calma e a certeza das pessoas de saberem para onde iriam. Tudo aquilo despertava um anseio, um apetite voraz de tocar mais uma vez o que um dia foi seu. Olhava com frequência a entrada do parque, mesmo sabendo que não iria ver nada além de estranhos.
O olhar paralizado ainda guardava a imagem dos momentos, a memória gravou com fogo tudo que aconteceu, não seria fácil esquecer por mais que este fosse seu maior desejo.
Antes de despedir-se de seu pseudo-refúgio, escuta a última música que se encaixa consideravelmente a sua monotonia, Ainda Não Passou - Nando Reis...
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1 comentários:
amei, cada situação, cada passo. entrei no que estava acontecendo.
Parabéns e obrigada pelos helogios ao meu texto. beijos :*
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